23.12.08
22.12.08

No fundo do mar há brancos pavores
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Imagem: Ken Wong
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19.12.08

Soubesse eu que me aceitas
Sentisse eu nos meus passos a firmeza que tem
nos seus a criança que vai para a escola
levada pelos olhos imensos da mãe
tivesse todo o meu ser a configuração
bastante pra caber na tua longa mão
e lá morrer essa mão onde todas as loucuras são
possíveis fosse a tua presença mais do que eu não ter
mais ninguém a meu lado
Não estivesse eu sujeito ao inverno que vem
mais carregado de memórias do que ninguém
E eu não procuraria este meu nome em vão
na folha que descreve o vento
nesta fronte onde vêm repousar as moscas
fronteira do meu pensamento
nas crianças de gestos decisivos
ou noutros pobres seres transitórios
(Nem tanta servidão precisaria para libertar
umas simples palavras do tempo)
Viesses tu beleza sempre antiga e sempre nova
encher aquela mão que abre
dentro de mim a inquietação
e a minha humilde prece tomaria a forma
do mais agudo ângulo das tuas duas mãos
onde toda a paisagem triangular termina
O teu silêncio ondularia menos que qualquer planície
tão pouco ambíguo como não sei que nuvem
Colhesses um por um os meus passos dispersos
achasses-me nos meus perdidos versos
e eu não repousaria nas ideias que estendo como mantas
nalgum pinhal à hora da sesta perto do mar
O teu lugar
seria sempre no côncavo do sonho
eu não me esqueceria
de agora ou logo ir-te lá buscar
E nestas tardes que sobre nós desdobras
passariam as dobras dos cuidados
Em nós quaisquer outonos morreriam
Ruy Belo
Imagem: *dargeg
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em modo: control
revolta contra o deus das polvas
Imagem: TrixyPixie
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16.12.08

Pensar de pernas para o ar
é uma grande maneira de pensar
com toda a gente a pensar como toda a gente
ninguém pensava nada diferente
Que bom é pensar em outras coisas
e olhar para as coisas noutra posição
as coisas sérias que cómicas que são
com o céu para baixo e para cima o chão
Manuel António Pina
Imagem: littleDee
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13.12.08
da série Socorro!
Polvo no Forno
Depois de o polvo tenro e bem cozido, corte os tentáculos, disponha-os numa travessa de ir ao forno, regue com azeite e coloque por cima cebola cortada às rodelas muito finas, dentes de alho, um copo de vinho branco e uma colher de sopa de colorau. Leve ao forno a assar até estar pronto.
Alfredo Saramago, Cozinha da Beira Litoral
(alguém pediu polvo para o Natal?)
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12.12.08
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royal silence
A certa altura numa conversa entre Tom e James, James explica que Anne é muito calada, mas que ela tem uma grande vida interior.
Pelo menos é o que ele espera.
(mais coisa, menos coisa, mais palavra, menos palavra.
estão a ver? isto é muita vida interior, os tentáculos a pensar e tal e coisa)
Royal Wedding, Stanley Donen (1951)
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uma moça tem de estar pasmada a olhar para um daqueles canais de música que têm pérolas como: the final countdown, para descobrir que esta música linda estava ligada a este menino lindo
(ou, como o david bowie e o sean penn estão relacionados. ou, como não ter o que fazer à vida, ou ter, mas não ter vontade nenhuma e ter muita preguiça. ou, como arranjar uma desculpa para postar uma foto do sean penn)
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11.12.08

Se procuro o teu rosto
no meio do ruído das vozes
quem procura o teu rosto?
Fala obscuramente
em qualquer sítio das minhas palavras
ouvindo-se a si próprio?
Às vezes suspeito que me segues,
que não são meus os passos
atrás de mim.
O que está fora de ti, falando-te?
Este é o teu caminho,
e as minhas palavras os teus passos?
Quem me olha desse lado
e deste lado de mim?
As minhas dúvidas, até elas te pertencem?
Manuel António Pina
Imagem: ketis
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10.12.08
coisas lindas que envolvem polvinhos feitas por limões (em casas lindas) 
© Jennifer [hark, hark, the dogs do bark]
© Jennifer [hark, hark, the dogs do bark]
sou uma criatura do mar
visto tranças para enganar
as tempestades.
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8.12.08
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Não sei que mistério
prende meu coração ao dia de hoje.
Tanto, que me parece
que estou ausente da vida
e apenas real nesta paisagem.
Albano Martins
Imagem: ipkisiyamaskosis
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27.11.08
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25.11.08

(...)
o berço da SOLUÇÃO FINAL
baloiça morto
e fica parado
quem diz
que o tempo dos sonhos acabou?
O que é
que já aconteceu?
Pia Tafdrup
Imagem: Noah Kalina
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19.11.08
every body attracts every other body
with a force that is proportional to the mass of each body
Dear Stephen Hawking, Elizabeth Darling (aqui)
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É mais fácil partir quando o silêncio
transpõe a tua voz.
Mais simples celebrar a tão efémera
certeza de estares vivo.
A música do ar esvai-se nas sombras,
tu sabes que é assim,
que os dias correm céleres, não tentes
perseguir o seu rasto - repara
como em abril as aves são tão felizes.
Sê como elas: não perguntes nada,
deixa que o sol responda à flor da tarde
e esquece-te do mundo.
Fernando Pinto do Amaral
Imagem: gnce
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18.11.08
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17.11.08
Once upon a time there was a fart
Lisa Swerling e Ralph Lazar (história aqui)
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13.11.08

À noite vou por aí,
ociosamente.
Percorro um ritual lilás
feito de violetas de pedra
e traço cada pausa
no retorno da lua inicial.
Aqui a memória é lenta
como as angústias.
Muitas vezes vejo árvores
com frutos azuis,
ou animais em nudez perfeita
respirando o vento.
A escuridão é o subterfúgio
inesperado do coração
quando o olhar aquece
e o orvalho é de cetim.
Há máscaras de búzios e limos
na cara de quem passa.
Nas suas vozes ouço o itinerário
das manhãs siderais
e nasce nos meus passos
o rumo da via láctea.
Ninguém me conhece.
Venho do arco-íris
e trago nos dedos
o ângulo transparente da noite.
Graça Pires
Imagem: Noah Kalina
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8.11.08

Uma janela é suficiente
Uma janela para contemplar
Uma janela para escutar
Uma janela
parecida com o anel de um poço
a alcançar a terra na finitude do seu coração
abrindo para a vastidão desta bondade azul e repetitiva
uma janela limando as pequenas mãos da solidão
com a benevolência nocturna
do perfume de estrelas prodigiosas
janela de onde
é possível convocar o sol
para a alienação dos gerânios.
Uma janela ser-me-á suficiente.
Eu venho da terra das bonecas
de debaixo das sombras das árvores de papel
no jardim de um livro de desenhos
das estações secas das experiências incapazes na amizade e no amor
nas ruas sujas da inocência
dos anos das letras pálidas, crescendo, do alfabeto
atrás das mesas da escola tuberculosa
do minuto em que as crianças eram capazes de escrever pedra
no quadro
e os estorninhos eufóricos voavam abandonando
a velha árvore.
Eu venho do meio das raízes das plantas carnívoras
e o meu cérebro está ainda inundado
pelo guincho aterrorizado de uma borboleta
crucificada por alfinetes
num caderno.
Quando a minha confiança estava presa pelo frágil fio da justiça
e na cidade inteira
os corações das minhas lanternas eram feitos em bocados
quando os olhos infantis do meu amor
estavam a ser vendados com o lenço negro da Lei
e dos meus ansiosos templos do desejo
jorravam fontes de sangue
quando a minha vida se tornara nada
nada
senão o tique-taque de um relógio,
eu descobri
que tenho
tenho
tenho de amar,
loucamente.
Uma janela ser-me-á suficiente
uma janela para o momento da consciência
da observância
e do silêncio.
agora,
a pequena nogueira
cresceu tanto que é já capaz de explicar
o significado do muro
às suas jovens folhas.
Pergunta ao espelho
o nome do redentor.
Não estará a terra fremente debaixo dos teus pés mais só que tu?
Os profetas trouxeram a missão da destruição para o nosso século
não serão estas consecutivas explosões
e nuvens venenosas
a reverberação dos versículos sagrados?
Tu,
camarada,
irmão,
confidente,
quando chegares à lua
escreve a história dos massacres das flores.
Os sonhos precipitam-se sempre da sua altura ingénua
e morrem.
Cheiro o trevo de quatro folhas
que cresceu sobre o túmulo dos significados arcaicos.
Não seria a mulher
enterrada no sudário da expectativa e da inocência
a minha juventude?
Subirei a escadaria da curiosidade
para saudar o bom Deus que se passeia no telhado?
Sinto que o tempo passou
sinto que o momento é a minha parte das páginas da história
sinto que a mesa é uma distância fingida
entre as minhas madeixas
e as mãos deste triste estranho.
Diz-me
Que mais poderá querer de ti aquele que oferece a ternura de um corpo quente
senão a encarnação da sensação de existir?
Fala comigo
eu estou no refúgio da janela
eu tenho uma relação com o Sol.
Forugh Farrokhzad
Imagem: llimilea
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6.11.08
4.11.08
está para aqui uma polva a chorar como uma desalmada à conta disto
(mas ó deus das polvas, que é isto? assim não há condições)
Amber: I’m tired. I think its time to go to sleep.
Wilson: Stay a little longer.
Amber: We’re always going to want just a little longer.
Wilson: I don’t think I can do it.
Amber: It’s okay.
Wilson: It’s not okay. Why is it okay with you? Why aren’t you angry?
Amber: That’s not the last feeling.
House M.D.
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3.11.08
halloween atrasado:
they are night zombies!! they are neighbors!! they have come back from the dead!! ahhhh!
They Are Night Zombies!! They Are Neighbors!! They Have Come Back from the Dead!! Ahhhh!, Sufjan Stevens
I know, I know my time has passed
I'm not so young, I'm not so fast
I tremble with the nervous thought
Of having been, at last, forgot
Imagem: oprisco
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31.10.08

O olhar é um pensamento.
Tudo assalta tudo, e eu sou a imagem de tudo.
O dia roda o dorso e mostra as queimaduras,
a luz cambaleia,
a beleza é ameaçadora
- não posso escrever mais alto
transmitem-se, interiores, as formas.
Herberto Hélder
Imagem: Noah Kalina
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30.10.08

Vou pôr anúncio obsceno no diário
pedindo carne fresca pouco atlética
e nobres sentimentos de paixão.
Desejo um ser, como dizer, humano
que por acaso me descubra a boca
e tenha como eu fendidos cascos
bífida língua azul e insolentes
maneiras de cantar dentro da água.
Vou querer que me ame e abandone
com igual e serena concisão
e faça do encontro relatório
ou poema que conste do sumário
nas escolas ali além das pontes
E espero ao telefone que me digam
se sou feliz, real, ou simplesmente
uma espuma de cinza em muitas mãos.
António Franco Alexandre
Imagem: Irina Rozovsky
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22.10.08

Holly: You know those days when you get the mean reds?
Paul: The mean reds, you mean like the blues?
Holly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all.
The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?
Paul: Sure.
Breakfast at Tiffany's, Blake Edwards (1961)
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21.10.08
The Good, the Bad and the Ugly, Ennio Morricone
(ninguém quer limpar aqui a casinha? é que já me irritam estas bolas de cotão a cirandar de um lado para o outro sempre que vem um ventinho.)
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20.10.08
Deriva
Através do teu coração passou um barco
Que não pára de seguir sem ti o seu caminho
Sophia de Mello Breyner Andresen
Imagem: gloria-aniela
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17.10.08
um bilhete para Paris, por favor.
Seize the day, Wax Tailor
Paris, Cédric Kaplisch (2008)
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15.10.08

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Cecília Meireles
Imagem: LifeSaverSheep
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13.10.08
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9.10.08

Não sabemos nada
Nunca saberemos se os enganados
são os sentidos ou os sentimentos,
se viaja o comboio ou a nossa vontade
se as cidades mudam de lugar
ou se todas as casas são a mesma.
Nunca saberemos se quem nos espera
é quem nos deve esperar, nem sequer
quem temos de aguardar no meio
de um cais frio. Não sabemos nada.
Avançamos às cegas e duvidamos
se isto que se parece com a alegria
é só o sinal definitivo
de que nos voltámos a enganar.
Amalia Bautista
Imagem: LifeSaverSheep
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8.10.08
7.10.08
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6.10.08

O tempo, esse pequeno escultor,
prolongou-te os gestos
até à exaustão, ao limite do escárnio,
ao inoportuno reclame daquele
que vai morrer e não morre
e fala demasiado sobre o silêncio do seu grito.
Paciência. Não poderia ter sido de outra
maneira. Há uma influência parada,
onde o cadáver de deus
nada quer dizer. Sim, tem chovido muito.
Mas que saberá destas mesmas horas
o gato negro que a tua mão já não encontra?
Deténs-te, usas palavras vãs, despedes-te.
Sabes que foi sempre assim.
Manuel de Freitas
Imagem: Hannah Starkey
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3.10.08

Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.
- Como quereis o equilíbrio?
David Mourão-Ferreira
Imagem: FourPumpkins
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2.10.08

Anoitece.
No promontório a oeste,
as aves do mar parecem adormecidas.
Uma única estrela acende a sua luz sobre o
horizonte,
sobre as lanternas brancas e azuis,
sobre a inquietação dos peixes vermelhos.
Mas nada se ouve.
Ninguém bate à porta,
os amigos são apenas uma palavra vazia,
sepultada para sempre.
Silenciosamente,
duas lágrimas descem o meu rosto,
na varanda deste hotel,
entre as árvores do fogo e a noite em ruínas.
Fecho os olhos.
Dói, às vezes docemente, dói a vida.
José Agostinho Baptista
Imagem: Hannah Starkey
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