15.11.11
6.11.11

a noite pousa na pele à espera de estrelas
para não parecermos tão sozinhos
parados entre a cidade e a casa fechada
procuramos palavras até que as manhãs
recomecem
como súbitas árvores de silêncio
Maria Sousa
Imagem: Tess Mayer
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5.11.11
31.10.11
26.10.11
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24.10.11
tender is the night lying by your side,
tender is the touch of someone that you love too much.
♥
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5.10.11
Tanya Donnely, Whiskey Tango (Whiskey Tango Ghosts, 2004)
Escrevia o Gonçalo Frota sobre este álbum, em 2004:
e não é que ainda é assim? ♥
(este pedacinho estava numa agenda velhinha que por aqui andava, coincidências)
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2.10.11
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28.9.11
24.9.11
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22.9.11

Guarda a tua seiva para as raízes e os dedos para a colheita.
E depois detém-te a olhar o fruto, crescendo devagar,
nas tardes que demoram até ao verão. Que te seja redondo,
ao côncavo da mão, e nele reconheças o gosto e o perfume
mesmo antes de tocar-lhe; morde-o longamente com os olhos -
é nele que a polpa faz mais sede e a pele transpira
com o fulgor da cera. E não consintas vento, nem abelhas,
nem que nele repousem outros olhos, muito mais pequenos,
como os que trazem as aves voltando do inverno. Deixa
o teu nome no pomar durante a noite - há mãos que nunca
dormem e a espera pode tornar os frutos ociosos.
Mas para mais ninguém este se avoluma, à tua boca prometido.
Embala-o então com a verdade antes de partires.
Cerca-o com os teus sonhos. Mostra-lhe os dedos
que irás um dia confiar-lhe.
E assim o tempo devolvê-lo-á inteiro a seu tempo, vermelho
e tenro, doce, à espessura dos lábios.
Maria do Rosário Pedreira in A Casa e o Cheiro dos Livros
Imagem: Kate Pulley
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11.9.11

música roubada ao sô dono clemente e imagem roubada à gang of four.
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21.8.11
31.7.11

Porque deste a teu filho asas de plumagem e cera
se o sol todo-poderoso no alto as desfaria?
Não me ouviu, de tão longe, porém pensei que disse:
todos os filhos são Ícaros que vão morrer no mar.
Depois regressam, pródigos, ao amor entre o sangue
dos que eram e dos que são agora, filhos dos filhos.
Fiama Hasse Pais Brandão
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30.7.11
26.7.11
24.7.11
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23.7.11

Cruzar olhares será tarefa fácil,
mas não trocar de olhar;
Em foco: um outro ponto, do avesso,
em avesso: outra luz
outra paisagem
como de um outro azul,
um brilho outro,
um céu rasgado a nuvens
de outra cor.
Cruzar olhares será tarefa breve,
trocar de olhar: uma forma de pôr
um palco de deserto, antes miragem:
agora uma viagem
sem regresso
- que a troca: irreversível:
uma forma de excesso devolvido
ao espaço inabitado
por igual
cruzar olhares: uma tarefa curta
(A outra:
a mais gramatical
forma de amar)
Ana Luísa Amaral
Imagem: daqui
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22.7.11
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15.7.11
10.7.11
(ainda ganho o nobel como a Müller)
eu quero ir para casa, eu quero, eu quero, eu querooooo.
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7.7.11
5.6.11
2.6.11
19.4.11
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18.4.11

Feliz, quem sabe, o vento. Sem memória,
beijando-me nos lábios, ele abraça
o meu destino às cegas na paisagem.
É sempre nesse instante que regresso
à poalha do céu onde começa
talvez a maldição, talvez o encanto
de invocar-te em silêncio. Porque, eu sei,
entre palavras morre a cor dos sonhos,
o vão pressentimento de estar vivo.
Feliz talvez o vento e no entanto,
arrasta ainda areia e vagas vozes
na praia ao abandono. A luz da tarde
encobriu-se de névoa, só o mar
ficou perto de mim - agora é simples:
as ondas trazem novo o teu sorriso,
movem o seu abismo nos meus olhos,
mas lágrimas nenhumas vão salvar-me o corpo,
a alma, as cinzas, esta vida.
Fernando Pinto do Amaral
Imagemm: Karla Read
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17.4.11
16.4.11
porque é que os strokes parecem radiohead?
You're so right, The Strokes
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14.4.11
4.4.11
she makes love just like a woman, yes she does
and she aches just like a woman.
but she breaks just like a little girl.
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3.4.11
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Debrucei-me na janela do inferno
e não vi nada que me horrorizasse;
pareceu-me um lugar igual aos outros,
cheio de gente e coisas. Alguém
do inferno convidou-me a entrar.
Não me lembro quem era, ou se eram vários,
nem o que me disseram lá de dentro
ou se aquelas pessoas sorriam,
se havia algum que se lamentasse,
nem se desconfiei em algum momento.
Procurei e achei a porta do inferno,
abri a porta do inferno, entrei
e desde então vivo no inferno.
É um lugar igual a outro qualquer
cheio de gente e coisas. Mas
sei que só pode ser o inferno
porque neste lugar não estás comigo.
Amalia Bautista
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Benediction, Thurston Moore
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12.3.11
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9.3.11
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8.3.11
Maybe none of us really understand what we've lived through, or feel we've had enough time.
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6.3.11
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