16.1.11
5.1.11
1.1.11
31.12.10



Estrela Cintilante! Fora eu como tu constante -
E não suspenso em solitário esplendor nocturno
De pálpebras abertas, observando eternamente
Como um paciente da natureza ou eremita sem sono
As movediças águas, em sua missão peregrina
De ablução ao largo das humanas encostas da Terra,
Ou as fofas máscaras de neve mirando de cima,
Recém caídas na montanha ou na charneca;
Não. Mas quedar-me constante, quedar-me imutável,
No seio belo e maduro da minha amada acostado,
Sentindo sua suave inclinação, sua forma agradável,
Numa doce inquietude para sempre acordado,
Escutando-a bem quieto, ternamente a inspirar,
E assim viver para sempre – ou para a morte deslizar.
John Keats
Bright Star, Jane Campion (2009)
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menina tóxica
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19:28
28.12.10
24.12.10
19.12.10

nos dias tristes não se fala de aves
liga-se aos amigos e eles não estão
e depois pede-se lume na rua
como quem pede um coração
novinho em folha.
nos dias tristes é inverno
e anda-se ao frio de cigarro na mão
a queimar o vento
e diz-se bom dia!
às pessoas que passam
depois de já terem passado
e de não termos reparado nisso
nos dias tristes fala-se sozinho
e há sempre uma ave que pousa
no cimo das coisas
em vez de nos pousar no coração
e não fala connosco.
Filipa Leal
Imagem: Tamara Schlesinger
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menina tóxica
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23:08
18.12.10
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menina tóxica
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00:35
9.12.10

Hallelujah, Jeff Buckley
Imagem: Stefany Alves
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menina tóxica
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19:35
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menina tóxica
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19:22
chegar ao trabalho e descobrir que faltei a uma reunião marcada há mais de uma semana (porque o meu cérebro parou já há uns anos). culturas de células todas mortas. 11 réplicas da mesma... mortas. entrar numa sala semi-fria e a luz fundir. chegar a casa e virar iogurte líquido em cima do portátil novo. vou trabalhar e já venho.
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menina tóxica
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18:56
22.11.10

Nessa direção
da janela aberta
vem o Murundu,
o bicho-papão
metendo medo em
quem anda acordado
inda a essas horas.
Em outro lugar
cisma outra criança.
Triste é não poder ter um outro vôo
que não o poético
da imaginação
para a consolar.
E assim ficamos
entre o querer
estendendo as mãos
e deixando-as
cair.
Olga Savary
Imagem: dunya zakharova
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01:00
21.11.10
20.11.10
das memórias boas
todos os dias, eu crucifico-me, lá lá lá
Crucify, Tori Amos
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menina tóxica
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23:35
10.11.10

First the tide rushes in
Plants a kiss on the shore
Then goes out to sea
And the sea is very still once more
So I rush to your side
Like the oncoming tide
With one burning thought:
Will your arms open wide?
At last we're face to face
And as we kiss through an embrace
I can tell, I can feel you are loved
You are really, really mine
In the rain, in the dark, in the sun
Like the tide at its ebb
I'm at peace in the web
Of your heart's arms
Of your arms
Untitled (ebb tide), Bonnie Prince Billy
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menina tóxica
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01:02

Quem somos, senão o que imperfeitamente
sabemos de um passado de vultos
mal recortados na neblina opaca,
imprecisos rostos mentidos nas páginas
antigas de tomos cujas palavras
não são, de certo, as proferidas,
ou reproduzem sequer actos e gestos
cometidos. Ergue-se a lâmina:
metal e terra conhecem o sangue
em fronteiras e destinos pouco
a pouco corrigidos na memória
indecifrável das areias.
A lápide, que nomeia, não descreve
e a história que o historia,
eco vário e distorcido, é já
diversa e a si própria se entretece
na mortalha de conjecturados perfis.
Amanhã seremos outros. Por ora
nada somos senão o imperfeito
limbo da legenda que seremos.
Rui Knopfli
Imagem: belozerov
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menina tóxica
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00:40
8.11.10
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