19.1.08



Não esperes que te ajude o Cavaleiro
Andante ou - menos ainda - a música.
Cresceste demasiado, o teu corpo
não cabe no teu corpo e o amor
(ah, o amor) ajuda mas não salva.
- Vem comigo partir esses pinhões,
sob o esboroado cor-de-rosa das paredes.
Os cavalos, acredita, não te farão mal.

Depois das laranjeiras havia um tanque,
depois do tanque um jardim. Mas
de pouco te serve dizê-lo, agora que tratas
por tu a mais íntima distância do que foste.

Manuel de Freitas
Imagem: Mistress gothca

5 comentários:

ana salomé disse...

que poema, menina polvo, e que música aqui por baixo...

agora vou deitar-me e sonhar mais bonito :) thanx*

menina tóxica disse...

que bom deixar-te a sonhar menina salomé :))
bjinho tóxico*

menina limão disse...

um dos poemas que mais gostei de ler nos últimos tempos.

a imagem também é muito bonita, muito poética.

a banda sonora por estes lados também convida ao aconchego. (oh but this is a place for me to stay)

menina limão disse...

um dos poemas que mais gostei de ler nos últimos tempos.

a imagem também é muito bonita, muito poética.

a banda sonora por estes lados também convida ao aconchego. (oh but this is a place for me to stay)

menina tóxica disse...

então fica. fica o tempo todo que quiseres. será um prazer aqui para a menina ;)*