
A verdade, por muito que nos custe,
é que nunca houve ninguém
por detrás da janela
do ponto mais alto da montanha.
Se é que podemos falar
de montanha, da janela onde
por vezes chegavam,
os sinos indolentes do amor,
na sua claríssima estranheza.
E as coisas que nos matam,
incendeiam-se,
cansadas de esperar por outro dia.
Manuel de Freitas
Imagem: whateveryou
8.9.09
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7 comentários:
E as coisas que nos matam,
incendeiam-se,
cansadas de esperar por outro dia.
goddam...fico terrivelmente "out of myself" com as apologias do fogo. leio a palavra "indendiar" e tem uma força tão grande dentre de mim que quase me explodo de sensações. gosto. gosto tanto que nem imaginas...
tá lindo polbinha!! :P
**
acoldzero, já sei quem é o responsável pelos incêndios pelo país fora. tou-te a ver.
eu adoro este poema. muito muito.
aida mariaaaa, já para aqui. já, eu disse: já.
nu. diz-se nu ou nå? ;)*
=) não és a primeira a dizer-me isso, acredita. não sei se sabes, mas todos os meus desenhos e pinturas são queimados. é uma coisa minha. mas dentro da minha insanidade, eu queimo saudavelmente. embora me fascine a força do fogo, seria incapaz de fazer assim mal ao nosso planetazihno. mesmo mesmo.
PS-eu nao conhecia, mas agora que conheço passei a gostar muito desse poema.
já vi os teus desenhos e pinturas. são lindos.
não imagino como os queimas. mas ficam lindos, portanto, continua com a mania dos incêndios :)
obrigado. tambem nao te vou dizer como os queimo. é segredo. mas obrigado, e sim, certamente continuarei a incendiar as pequenas coisas da minha vida. aquelas que significam tanto...
:))
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