1.7.12

AMERICAN SCIENTIST



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Lemos que estava a expandir-se o universo e 
imaginámos perplexos a quantidade 
de espaço novo a dispor entre todos quando 
bem contados nem somos muitos. Ela disse 
com certeza calhar-nos-á algum e que era 
um luxo quase imoral como tomar banho 
de banheira cheia nestes meses de seca
prosseguirmos os dois à beira da fusão.

Numa carta electrónica de resposta à
minha o articulista garantiu que nada
se expande eternamente e no prazo de algumas
gerações estelares há-de o universo
encolher outra vez e que por isso o espaço
que nos aparta é só uma questão de tempo.



António Gregório
Imagem: worteinbildern

30.6.12



once i wanted to be the greatest
two fists of solid rock
with brains that could
explain any feeling









 The Greatest, Cat Power


10.6.12



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Geoff Mcfetridge

 lembra-te,

nunca andes de bicicleta quando:


1. estás vestida com uma linda saia branca assimétrica e esvoaçante que adoras, mesmo que a ideia da saia branca linda e esvoaçante com a bicla te soe a coisa mais bela de sempre. a saia não vai acabar bem, a sério que não.

2. olhas para o céu e vês um bloco gigante de nuvens farfalhudas e meio acinzentadas que não deixam passar o sol, e há qualquer coisa no teu cérebro que te diz, que lindo dia, não vai chover tão cedo, até porque vou sair agora de bicla e a viagem não é muito longa. isto é outra coisa que não vai acabar bem.

3. vais ao supermercado e pensas que vais trazer pouca coisa, mas a despensa está vazia. esta é que não acaba mesmo bem.



e por hoje chega de nuncas.


♥


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 Os tímidos


A escrita dos escritores tímidos tem muito de semelhante com a arte de conversar aplicada aos tímidos sociais. A maior parte das vezes quer escrever, mas não consegue. Há sempre qualquer coisa que o impede, tal como a maior parte das vezes, junto das pessoas, quer falar, mas há sempre qualquer coisa que o impede. Essa qualquer coisa tem nome, é o medo inconsciente de falhar, de dizer mal, de se esmagar contra o olhar que nós julgamos sempre feroz e infinitamente mais inteligente do outro. O mesmo se aplica à escrita. O olhar do outro vive inconscientemente dentro do nosso olhar. E o outro abstracto é sempre um eu melhorado, um eu contra o qual nós nos sentimos incapazes de combater. Os tímidos vivem sob o pavor de falhar, colocam sobre as suas lindas cabecinhas as orelhas de burro da culpabilização: eu sou mau ainda antes de o ser e, por essa lógica, se o for ainda pior serei. Os tímidos são as pessoas mais prevenidas e poupadas de que há memória. Poupam os outros de si mesmos, poupam palavras, poupam gestos, estão sempre a poupar. E é triste. Porque os tímidos, ao contrário dos outros, consomem-se em pensamentos, têm uma teoria para tudo - este é também um mito que os tímidos alimentam para se sentirem um bocadinho melhor -, mas rezarão para a história como meros figurantes na fotografia, são os da mesa do canto, os que coram, os que desviam o olhar, os que não têm sentido de oportunidade na hora da palavra, os eternos não me lembro do nome. Calam-se, não escrevem, não concretizam. Mas todo o ser humano é um ser de palavras, é um ser que nasceu para dizer algo que mais ninguém poderá dizer. Por isso, de quando em vez, o tímido monta no curso do pensamento num pónei alado e abre as comportas das palavras com um facho que tudo ilumina. Conversa muito, até ao cansaço, brilham-lhe os olhos, escreve muito, até ao cansaço, brilham-lhe ainda mais os olhos, e curva-se sobre o teclado como raposa sobre cacho de uvas ou riacho fresco e um súbito sentimento de realização inunda-lhe as mãos, inunda-lhe a boca até naufragar de novo no silêncio, até se refugiar de novo no seu casaco invisível, na sua apatia de pato de borracha que a criança esquece no vórtice do banho. É uma merda ser tímida, meus queridos. Uma merda, vos digo. 


 Ana Salomé (daqui)

9.6.12



♥






Lie thee down, The Middle East





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  De novo o mar que espero
sentada à janela que dá para as rosas.
Que dá para todas as ruas que passei
com os teus passos. Para a estrada
onde virámos a cabeça para não ver
o homem esvaído no chão.
Depois comemos na casa de um amigo,
bebemos e falámos como se a vida fosse eterna.
À volta a estrada estava limpa, sem sinais
de sangue. As luzes sobre o mar nas duas margens
e a tua mão na minha perna. Lá no céu
um homem esventrado procura as suas asas.
Nada sei de anjos. Eu que espero o mar todos os dias
acredito na rotação da terra e na lei da gravidade.
Mas quando chegas o corpo não tem peso
e as palavras voam em redor de nós
alagadas em suor. E vem o mar.


Rosa Alice Branco


1.6.12


o menino que continua a surpreender pela positiva ♥





I just started hating some people today, Beck

24.5.12



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 Aceitar o dia. O que vier.
Atravessar mais ruas do que casas,
mais gente do que ruas. Atravessar
a pele até ao outro lado. Enquanto
faço e desfaço o dia. O teu coração
dorme comigo. Agasalha-me as noites
e as manhãs são frias quando me levanto.
E pergunto sempre onde estás e porque
as ruas deixaram de ser rios. Às vezes
uma gota de água cai ao chão
como se fosse uma lágrima. Às vezes
não há chão que baste para a enxugar.


 Rosa Alice Branco

20.5.12


é assim. uma menina vai toda lampeira ao supermercado e vê morangos e não resiste e imagina já aquele sabor maravilhoso e docinho nas papilas gustativas. chega a casa começa a escrita (mais uma deadline a falecer) e coloca a taça de morangos ao lado. qual tortura é descobrir que não há um único morango doce nesta taça? mas 5 minutos depois de um amargo de boca, vem sempre a esperança de que o próximo é que vai ser! esse vai sair uma meraviglia. mas não, não. o amargo continua. maldito carrefour.


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 imagem: jljjld

16.5.12

coisinha mai'linda e boa ♥



15.5.12

youngest fire, you decide 

you decide what is right 

near yet so far, isn't it? 









Lover of mine, Beach House

14.5.12



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Depois de um tempo, a gente entende que não
há distância para aqueles que se amam,
contrariando o que dizem a quilometragem, a
diferença de fuso, o tanto de afastamento dos
olhos. Porque o olhar que importa é o olhar que
ama, é o olhar que sente, é o olhar que
abençoa, e esse olha de qualquer lugar.


Ana Jácomo

13.5.12

papapapapa papapapapa




With a girl like you, The Troggs

24.4.12



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Estamos aqui.
Interrogamos símbolos persistentes.
É a hora do infinito desacerto-acerto.
O vulto da nossa singularidade viaja por palavras
matéria insensível de um poder esquivo.
Confissões discordantes pavimentam a nossa hesitação.
Há uma embriaguez de luto em nossos actos-chaves.


Aspiramos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica.


Cheios de ávidas esperanças sobrevoamos
e depois mergulhamos nessa outra esfera imaginária.
Com arriscada atenção aspiramos à ditosa notíciade uma perfeição especialista em fracassos.
Estrangeiros sempre
agudamente colhemos os frutos discordantes.



Ana Hatherly
Imagem: Laura Redburn

23.4.12


I’m slow like the trees when they grow







Everyone seems so certain

Everyone knows who they are
Everyone’s got a mother and a father
They all seem so sure they’re going far
They all got more friends than they can use

Except me ‘cause I’m a fool
I’m as simple as a bee
As a melody in C
But it don’t matter
There are more wishes than stars

Every guest
So pleased with themselves
They’re brimming with success
Their whole life’s been blessed
But it don’t matter

Everyone’s been on a holiday in the sun
Or they just got back from one
All they do is just have fun
They all got more friends than they can use

I’m not too certain about many things
I’m not too sure who I am
I ain't got no mother and I ain't got no father
I ain't got no girlfriend to hold my hand

I’m slow like the trees when they grow
I’m sluggish like the ocean when it moves
I’m plain like water or like rain
But I shouldn’t complain cause it don’t matter

There are more wishes than stars

More wishes than stars




Wishes and stars, Harper Simon

21.4.12

everyday it's a-gettin' closer goin' faster than a roller coaster


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Everyday, Buddy Holly

17.4.12



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vestido


dá-me os teus olhos

eles são lagos, crateras de atenção, e a tua boca na minha, torna
o meu vestido num fragmento de mim,
tecido-terra por onde circula a claridade


dá-me os teus olhos

esta é a hora temperada da excepcionalidade, de um não-pensar,
via da consolação e dom, momento em que nada se disse
e não importou


dá-me os teus olhos, só assim serei alguém de amor



Ana Marques Gastão
Imagem: Kate Pulley



when we were young i never had to carry those fears i have today





When we were young, Sucré



15.4.12


♥




o vento é um menino bulindo com gente

Contravento, Céu

14.4.12



You know, sometimes all you need is twenty seconds of insane courage. Just literally twenty seconds of just embarrassing bravery. And I promise you, something great will come of it.


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We bought a zoo, Cameron Crowe (2011)



13.4.12

tomai lá!


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12.4.12

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Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Porquê jardins que nós não colheremos,
límpidos nas auroras a nascer,
Porquê o céu e o mar se não seremos
nunca os deuses capazes de os viver.

Sophia de Mello Breyner Andresen

8.4.12



hang on to the things that you're supposed to say
billions of stars that open to your fate




Norway, Beach House

1.4.12

porque será que descobrir que miss fiona fez isto me faz sentir melhor e gostar ainda mais desta menina?


"... So I’m sorry, and I’m not sorry, and I’ll make it all up, and I’ll be really embarrassed, & I’ll kick myself for awhile, and other people might too, but pretty soon it’ll be next week, and then it will be next month, and then there will something new to worry about, and many new things to not worry about."


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March 01, 2000

I write this particular entry as the most humiliated form of myself. Last night I really fucked up. It was the New York show, my home town, all my friends and family, and I couldn’t even finish the show. I just couldn’t hear myself at all on that stage, and I lost it. I just don’t know how to put myself into something that is so obviously wrong. I couldn’t continue with a show that was shaping up to be one of the most embarrassing experiences of my life. I couldn’t. I am so fucking sorry that I don’t have whatever it takes to be “professional” in a situation like that. I feel like I let everyone down, and made a fool of myself in front of everyone I respect. But I don’t know what else I could’ve done. No doubt I’ll get ridiculed in the reviews, and some people in that audience are probably very disappointed in me, and I’m so sorry.
I can’t apologize enough. I wanted so much to give not just a good show, but the best I could do — and given the situation, I wasn’t able to do my best. If I can’t do my best, I can’t do it. I just couldn’t hear myself at all. And then, true to form, of course I got on a crying jag and couldn’t stop. I didn’t mean to insult the audience by cutting the show short, but it was becoming a very un-musical spectacle, and it needed to be aborted. I have to say I think I made the right decision — for myself, at least. I’d rather have people be disappointed in me for walking off a show, than have them see a bad show. I certainly won’t ever do that again; I won’t let myself be in a situation like that; I won’t play at Roseland — actually, the only other time I ever cut a song from the set was also at Roseland, and for the same reason. I only cut Never is a Promise, and I felt bad then, but nothing compared to this. I’ll make it up to everyone, I promise. I wish this didn’t happen, but at least now my worst stage-nightmare has already come true, so it’s over with — you gotta figure something like that is bound to happen at some point to everyone, right?
My fear is that when I say the sound was bad, it may sound like a trivial thing — believe me, please — I couldn’t hear a thing — I’d give anything to take back last night — I’d give anything not to have let everyone down, and I’d give anything for the peace of mind to deal with my ego now. That’s really the part I hate. How did this become about my ego? Was my head in the wrong place, wanting to impress people, and prove myself to them? If I weren’t thinking that way, would I have been able to keep it together? That’s something I hate to think about. But I guess that just means I’m only human, and this was only a show. And speaking selfishly, I’m glad I walked off, because if I hadn’t, the sheer mediocrity that that show would’ve become, would’ve absolutely killed me. So I’m sorry, and I’m not sorry, and I’ll make it all up, and I’ll be really embarrassed, & I’ll kick myself for awhile, and other people might too, but pretty soon it’ll be next week, and then it will be next month, and then there will something new to worry about, and many new things to not worry about.
At this point, I should probably say sorry again, in regards to the writing of this letter, but I think I’ve worn out the word for now.
I’ll write again soon

Love
Fiona





O'Sailor, Fiona Apple




they say it's spring


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They say it's spring, Blossom Dearie

31.3.12

♥ my moon, my man's a changeable land, such a lovable land to me ♥


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My moon, my man, Feist

4.3.12

ó decadência.

no que dá ver as notícias. um dia destes descobri que chamam aos cães que detectam cadáveres de aves entre outras coisas, cães-BIÓLOGOS.

ora bem, o meu pai antes via-se negrinho para compreender o que raio andava eu a fazer com a minha vida enfiada num laboratório. a estudar plantas. flores, ainda por cima. eu lá o tentei (durantes muitos anos!) convencer de que faço algo de muito importante para o mundo inteiro. e ele via-me assim (ou pelo menos tenho esperanças de que o fizesse):


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agora o meu pai vê-me como um "cão treinado para a detecção de cadáveres de aves e quirópteros em parques eólicos e linhas eléctricas, de modo a quantificar com exactidão os impactes reais das infra-estruturas humanas na biodiversidade".


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obrigada mundo laboratorial. obrigada por me teres introduzido ao fabuloso mundo do senhor rick astley e toda a magnífica história cibernáutica que o envolve. obrigada. graças a ti hoje compreendo coisas como esta:



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sim, o senhor rick astley apareceu-me do nada no youtube e eu não estava a perceber porquê. e já agora, para não se esquecerem nunca:



Never gonna give you up, Rick Astley

coisa mais linda ♥

Brendan Fitzpatrick aqui

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29.2.12

olha, post dedicado à sãozinha.

I've ordered some rain for tomorrow



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Haven't we met, Emilie-Claire Barlow

26.2.12

eu quero muito biclar pelo porto fora.
eu quero, eu quero, eu quero, eu queroooooo.


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Come fly with me, Frank Sinatra

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♥

os dos e os don'ts do beijinho

♥



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(nada draculeanos)

nosferatu & dracula

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Nosferatu, Murnau (1922)



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Dracula, Francis Ford Coppola (1992)


isto é assim: uma moça nunca tinha visto o nosferatu verdadeiro, e já tinha visto meio drácula. achava que andava a perder algo muito importante. o nosferatu, sim. o drácula, não. só me lembrou que os filmes de vampiros são todos iguais: ai, sangue, ai pescocinhos e maminhas, ai que tu mataste a minha melhor amiga mas eu amo-te tanto. pum na cabecinha.

18.2.12




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É um grande incómodo não saber tocar
violoncelo que o pranto seria doutra
condição: ela gravíssima procurando
pela sala quieta de vez em vez sobre
o parapeito procurando procurando
na lida da luz entre as ramagens a nossa
sentença enquanto eu antecipado – a dor
em arco – ressumava contra as cordas o
adeus.


E a tristeza imensa ser-me-ia então como
tijolo de subir paredes ao invés
desta mais triste ainda – se nunca lhe achei
o préstimo – que por dentro vai corrompendo
corrompendo; podia dá-la já pensei
nisso: que talvez ma aceitasse o senhor
Rostropovitch.


António Gregório
Imagem: amorrr burakova

6.2.12

mais oui!


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5.2.12

e mais, como diz a minha mãe, casa que não é ralhada não é governada.
por isso, aqui berra-se muito ^^



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2.2.12

* baby it's cold outside *

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Baby it's cold outside, She & Him

8.1.12

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A menina veio e
disse

três vezes amor.

Altivamente
um fio tangível,

um fio do vento
lhe tocou no rosto.


José Alberto de Oliveira
Imagem: cjhan alpgiray

2.1.12

2012, i'm ready!


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A real hero, College feat. Electric Youth